Antes de qualquer coisa, te peço que, ao menos uma vez na vida, você me dê voz. Por isso, ouça quietinha tudo o que eu tenho para dizer.
Ando meio de saco cheio com você, meu “querido” outro eu!
Não agüento mais você me dizendo o que fazer!
Não agüento mais você me dizendo para eu ficar calma e não explodir! Quero que você vá à MERDA com esse seu jeitinho de tentar resolver tudo da melhor maneira.
Será que você não percebe que isso me faz mal??
A sua vida pertence também a mim.
Deixe-me aparecer de vez enquando!
Deixe-me tomar algumas atitudes uma vez ou outra.
Sofro quando te vejo mal e não posso tomar nenhuma atitude. Você sempre me manda ir embora.
Você, caro meu outro eu, às vezes é tão ridícula. Não faz mal a ninguém, de vez enquando, mandar alguém ir se fuder!
Não agüento mais ver você sendo machucada por outras pessoas e eu aqui tendo que assistir tudo isso sem tomar nenhuma atitude!
Acorda!!! Sua idiota, nós não nascemos para sofrer.
Deixe-me inventar a morte de alguém para ficarmos em casa sem fazer nada!! De vez enquando, perder a hora do trabalho.
Permita-me dar um tapa na cara daquela vagabunda que insiste em dar mole para o nosso marido. E xingar aqueles otários que se acham gostosos e nos catam como se fossemos umas cadelas.
Quero deixar todos as luzes acessas e não me preocupar com a conta no final do mês. Sem contar todos aqueles sapatos que eu quero comprar, podemos parcelar no cartão de crédito e depois a gente vê como faz para pagar.
Escute-me com atenção, meu caro outro eu: não nos cobre tanto, sejamos imperfeitas sem culpa.
Espero que estas palavras de certa maneira que comovam, pois caso contrário, aprenda a viver sozinha, estou indo embora.
Atenciosamente,
Você




Leia este blog no seu celular